"(...)Não te equivoques, Nathanael, ante o título brutal que me agradou dar a este livro.

Nele me pus sem arrebiques nem pudor; e se nele falo por vezes de lugares que não vi, de perfumes que não cheirei, de ações que não cometi – ou de ti, Nathanael, que ainda não encontrei – não é por hipocrisia. E essas coisas não são mais mentirosas do que este nome que te dou, Nathanael, que me lerás, ignorando o teu, ainda por surgir.

Quando me tiveres lido, joga fora este livro – e sai. Sai do que quer que seja e de onde seja, de tua cidade, de tua família, de teu quarto, de teu pensamento. Que o meu livro te ensine a te interessares mais por ti do que por ele próprio – depois por tudo o mais – mais do que por ti."

André Gide em "Os Frutos da Terra". Paris, 1927.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tudo que é fonte, seca

Venho informar que exauri minhas forças com essas longas e cansativas prosas. Em 2009, À Milanesa voltará, mas com um novo formato, uma nova linguagem, uma nova poética.

Até lá!

3 comentários:

Ana C. disse...

Se eu não ver poemas por aqui, lhe arrancarei os neurônios.

Caroline disse...

caraca...

Vitória Mendes disse...

Um dos melhores achados do mês... adorei seu blog. Visitarei assíduamente :)

Um prazer conhecê-lo.